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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

#4 (Ai de ti)

De tantas e tantas outras nas ruas, já nuas, tão suas
há tanto tempo que o próprio tempo de vida não é o bastante
pra contabilizar e nos dizer quantas são,

Porque tens de voltar teus olhos sedentos de desejo
para a minha pequena?

Não sei se suportarei a dor de ver-te almejar o que possuo,
o que amo, a minha maior razão existencial.
Ai de você, se ousares voltar teus olhos vermelhos para
a minha e só minha pele macia e esbranquiçada pelas mais lindas nuvens,

Ai de você, se ousares tocá-la outra vez.

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